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Desde muito tempo, descobriu-se que os balões poderiam prestar bons
serviços à espionagem nas guerras. Napoleão Bonaparte usava-os para
observar as movimentações na retaguarda do inimigo e estudar o terreno da
batalha; para tanto, criou o primeiro Corpo Militar de Balões. Durante a
Guerra Civil Americana (1867 - 69), ambos os lados utilizaram balões
ancorados, como postos de observação. Também, na Guerra do Paraguai, o
Brasil aproveitou os balões para observação militar.
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Os balões foram também o berço de outras
atividades mais nobres do que as guerras. O fotógrafo Félix Nadar, em
1858, tirou a primeira fotografia aérea da cidade de Paris, onde tudo
havia começado. A partir daquele negativo, nascia a aerofotografia.
Dos balões, geógrafos, zoólogos, meteriologistas e exploradores
mapearam o mundo. |
Os balões acelerariam as comunicações e formariam o embrião do Correio
Aéreo. Antes das mensagens rápidas entrarem no nosso cotidiano, e por
causa delas, um francês e um norte-americano quase morreram no Canal da
Mancha. Em 1785, após a experiência vitoriosa dos irmãos Montgolfier,
Jean-Pierre Blachard, com vários balões já fabricados, tencionava realizar
a travessia do Canal da Mancha, levando uma mensagem da França para
Inglaterra. Juntamente com um patrocinador norte-americano embarcou para a
temerária viagem; quase no final, o balão começou a perder altitude.
Desesperados, ambos se livraram de quase todas as roupas e demais
acessórios, inclusive do desprezível peso da primeira carta aérea.
Assim, os dois fizeram a
travessia inaugural, chegando sãos e salvos, mas quase nus. A mensagem
ficou no mar, mas o correio aéreo se tornara realidade.
Como se vê, os balões foram usados para diversos fins. |
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O capitão do exército americano Hawthorme C. Gray, durante estudos da
atmosfera, em 1927, chegou a 12.740 m, mas em seu segundo vôo,
infelizmente aterrizou morto. Na sétima corrida Gordon Bennet, em 1912, um
balão cobriu 2.190 km, voando de Stutgart, na Alemanha, até próximo a
Moscou, na Rússia.
O explorador polar Amundsen, depois de conquistar o Pólo Sul, esteve na
primeira travessia do Pólo Norte, em 1926. Dois anos depois, entusiasmado
com a experiência, repetiu pela última vez a viagem, pois foi vítima de um
acidente de aterrissagem.
Por isso, os balões modernos possuem pára-quedas interno que, quando
acionado, abre um tampão no alto, por onde o ar quente escapa; assim o
balão perde altura com relativa lentidão e a aterrissagem se faz com
mínimo impacto.
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