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Para quem não sabe, o kitesurf é uma mistura de vários esportes como o
windsurf, o esqui, o surf, o vôo livre e o wakeboard.
Kite significa em inglês pandorga, mais conhecida no Brasil como pipa.
Para entender como funciona este esporte é importante conhecer as partes
do equipamento.
A pandorga é ligada as linhas de vôo, que medem de 20 a 40m e são presas
na barra de controle. Esta, por sua vez, é utilizada pelo praticante para
controlar a direção do kite.
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O praticante fica em cima de uma prancha
que pode variar muito de tamanho, conforme o nível do técnico de quem
está usando.
Geralmente, elas medem 1m de cumprimento por 50 centímetros de largura
e servem para deslizar em cima da água, efetuar saltos e manobras. |
Quanto menos conhecimento o praticamente tiver, melhor será se a prancha
for grande.
“Quem está aprendendo coloca muita pressão no kite e isso faz com que
afunde. Pranchas maiores possuem mais flutuabilidade”, destaca Renato.
Outro equipamento do kitesurf que é extremamente necessário é o quick
release. Caso a pessoa esteja presa, em situação de perigo ou perdendo o
controle ele serve para liberá-la rapidamente.
O colete salva-vidas também é essencial. Alguns usam também capacete.
Para o instrutor, o mais importante para quem está começando é aprender a
dominar a pipa, saber para que lado vai.
“Ela deve estar automatizada com os seus movimentos. Quando souber isso,
vai estar com 80% do kite em suas mãos”, destaca.
Renato Pozolo ministra o curso de kitesurf na Raia 1. Não existe um tempo
de duração determinado, isso dependerá do aluno.
“Ele aprenderá o nível básico. Vai conseguir montar no equipamento e
voltar, mas nem sempre voltará para o mesmo lugar. Às vezes, terá que
caminhar um pouco”, explica.
As aulas são, essencialmente, práticas. O instrutor passa noções de
segurança em rápidas aulas teóricas e depois vai para a água com seu
aprendiz.
“Primeiro, entra sem a prancha e com a água pelo joelho. Vai segurar o
kite no ar para aprender a dominar a pressão do vento e a senti-lo”,
explica.
Cada aula tem duração de uma hora ou um pouco mais. “É bastante puxada e
as pessoas não agüentam mais que isso”, destaca.
Renato diz que para saber se a pessoa está apta, faz diversas perguntas
para ter certeza que ela sabe as noções básicas de segurança.
“É um esporte que tem riscos, como outro qualquer. Faço questionamentos e
crio diversas situações de perigo e pergunto como sairia delas”, explica.
Para quem já começou a praticar, o instrutor diz que é importante avisar
alguém que está indo para água ou, então, levar um amigo ou familiar
junto.
Segundo ele, o momento mais difícil é o da decolagem. “Se a pessoa errar a
saída e entrar na zona de pressão de ar incorreta pode sair voando e, até
mesmo, colidir com uma pedra ou outro obstáculo qualquer, pois é arrastada
como se fosse um papel. Por isso, informo muito”, revela.
O Kitesurf pode ser praticado em lagoa, mar ou rio. O essencial é que
tenha vento suficiente para levantar o equipamento, que é pequeno e de
fácil transporte, se resumindo em uma mochila e uma prancha.
A hora aula na Raia 1 está R$ 70,00, com direito a todos os equipamentos
necessários.
Renato acredita que haverá um crescimento deste esporte no Brasil. No
último final de semana, esteve em um Campeonato em Pelotas e, apesar do
frio, havia 12 inscritos.
“Deve haver uns 25 ou 30 praticantes no Estado e este número tente a
aumentar”, finaliza positivo.
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